Mundo
Guerra na Ucrânia
Ucrânia. Supremo Tribunal Anticorrupção estabelece fiança de Tymoshenko em 673,5 mil euros
O Supremo Tribunal Anticorrupção decretou o pagamento de uma fiança de 33,3 milhões de grívnias (673,5 mil euros) a Yulia Tymoshenko, ex-primeira-ministra ucraniana, como medida de coação. Tymoshenko é suspeita de subornar deputados para comprar votos contra nomeações de ministros.
Yulia Tymoshenko foi presente esta sexta-feira a tribunal, presidido pelo juiz Vitaliy Dubas, que aceitou algumas das recomendações do Gabinete Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU) e do Gabinete do Procurador Especializado Anticorrupção (SAPO), mas a fiança, proposta em 50 milhões de grívnias (um milhão de euros), acabou por baixar para 33,3 milhões de grívnias (673,5 mil euros).
A ex-primeira-ministra declarou na quinta-feira estar disposta a pagar a fiança, mas alega que as suas contas estão bloqueadas e acusa a investigação de ser “politicamente motivada”.
"Sabem que até mesmo a medida de coação solicitada por este fantoche da NABU - ou seja, 50 milhões de grívnias de fiança por um crime que não existe, além de uma pulseira eletrónica para manter sob vigilância - já indica que se trata de uma ação politicamente motivada, pois não há necessidade de tais fianças e pulseiras", declarou hoje a ex-chefe de governo em tribunal.
Tymoshenko também ficou proibida de deixar Kiev sem autorização do tribunal e é obrigada a entregar todos os seus passaportes. As medidas de coação também incluem a proibição de contactar mais de 50 deputados e fica obrigada a notificar o tribunal sobre qualquer alteração de residência.
De acordo com o NABU e o SAPO, Tymoshenko “iniciou negociações com deputados individuais sobre a introdução de um mecanismo sistemático para fornecer benefícios ilegais em troca de um comportamento leal durante a votação”, conforme consta em várias conversas com deputados, gravadas em áudio.
Um desses deputados – revelado pela própria – trata-se de Ihor Kopytin, do partido Servo do Povo, de Volodymyr Zelenskyy, que aparece nos autos do processo como “Mazur”. No entanto, a ex-primeira-ministra nega que a conversa tenha sido sobre este tema, e acusa os gabinetes anticorrupção de manipularem as gravações.
As gravações da conversa são atualmente a principal prova da investigação, com Tymoshenko a ter prometido o pagamento de cinco mil dólares a dois deputados da maioria presidencial para votarem ao lado do partido Pátria, da ex-primeira-ministra.
A investigação foi revelada na quarta-feira e está a decorrer desde dezembro. Os dois gabinetes anticorrupção realizaram buscas à sede do partido Pátria, liderado por Yulia Tymoshenko, tendo apreendido documentos e cerca de 40 mil dólares, que a ex-primeira-ministra alega serem economias pessoais.
Tymoshenko corre o risco de ser condenada a uma pena entre cinco a dez anos de prisão e confisco de bens pelo crime de benefício ilegal a detentores de cargos públicos. É acusada de liderar uma rede coordenada de compra de votos e, numa das gravações, promete o pagamento de dez mil dólares por “votos corretos”, nomeadamente a destituição de ministros e do chefe dos serviços de segurança, assim como o veto de novas nomeações.
A ex-primeira-ministra declarou na quinta-feira estar disposta a pagar a fiança, mas alega que as suas contas estão bloqueadas e acusa a investigação de ser “politicamente motivada”.
"Sabem que até mesmo a medida de coação solicitada por este fantoche da NABU - ou seja, 50 milhões de grívnias de fiança por um crime que não existe, além de uma pulseira eletrónica para manter sob vigilância - já indica que se trata de uma ação politicamente motivada, pois não há necessidade de tais fianças e pulseiras", declarou hoje a ex-chefe de governo em tribunal.
Tymoshenko também ficou proibida de deixar Kiev sem autorização do tribunal e é obrigada a entregar todos os seus passaportes. As medidas de coação também incluem a proibição de contactar mais de 50 deputados e fica obrigada a notificar o tribunal sobre qualquer alteração de residência.
De acordo com o NABU e o SAPO, Tymoshenko “iniciou negociações com deputados individuais sobre a introdução de um mecanismo sistemático para fornecer benefícios ilegais em troca de um comportamento leal durante a votação”, conforme consta em várias conversas com deputados, gravadas em áudio.
Um desses deputados – revelado pela própria – trata-se de Ihor Kopytin, do partido Servo do Povo, de Volodymyr Zelenskyy, que aparece nos autos do processo como “Mazur”. No entanto, a ex-primeira-ministra nega que a conversa tenha sido sobre este tema, e acusa os gabinetes anticorrupção de manipularem as gravações.
As gravações da conversa são atualmente a principal prova da investigação, com Tymoshenko a ter prometido o pagamento de cinco mil dólares a dois deputados da maioria presidencial para votarem ao lado do partido Pátria, da ex-primeira-ministra.
A investigação foi revelada na quarta-feira e está a decorrer desde dezembro. Os dois gabinetes anticorrupção realizaram buscas à sede do partido Pátria, liderado por Yulia Tymoshenko, tendo apreendido documentos e cerca de 40 mil dólares, que a ex-primeira-ministra alega serem economias pessoais.
Tymoshenko corre o risco de ser condenada a uma pena entre cinco a dez anos de prisão e confisco de bens pelo crime de benefício ilegal a detentores de cargos públicos. É acusada de liderar uma rede coordenada de compra de votos e, numa das gravações, promete o pagamento de dez mil dólares por “votos corretos”, nomeadamente a destituição de ministros e do chefe dos serviços de segurança, assim como o veto de novas nomeações.